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Segundo estudos: Violência é mais comum contra crianças de 2 a 5 anos

Publicada em: 24/03/2025 06:30 - Notícias

Um estudo alarmante revelou que quase 40 mil casos de violência contra crianças foram registrados no Brasil em 2022. A pesquisa feita pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), baseada em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde, expõe uma realidade preocupante sobre a segurança das crianças no país.

De acordo com o levantamento, a maioria dos casos ocorreu dentro do ambiente doméstico, envolvendo vítimas com idade entre dois e cinco anos. O mais chocante é que os agressores são, em grande parte, membros da família ou pessoas próximas, como pais ou padrastos.

 

Negligência lidera casos de violência

A negligência foi identificada como o tipo mais comum de violência, representando metade dos casos registrados. Isso significa que, em muitas situações, os responsáveis simplesmente não estão fornecendo os cuidados necessários às crianças. Além disso, as violências física e psicológica também figuraram entre os tipos mais frequentes de agressão.

A professora Deborah Malta, titular da Escola de Enfermagem da UFMG, destaca que os tipos de violência mais comuns variam de acordo com a faixa etária da criança. “Nós identificamos que em crianças de 0 a 1 ano, o principal tipo de violência foi a negligência. Já para crianças de 2 a 5 anos, a violência sexual foi predominante, enquanto na faixa de 6 a 9 anos, a violência física foi mais comum”, explica a pesquisadora.

 

Combate à violência requer ação integrada

Os especialistas enfatizam que o combate à violência contra crianças demanda uma abordagem multissetorial. É crucial que haja uma ação conjunta envolvendo saúde, educação e assistência social. Além disso, medidas para combater a pobreza e a desigualdade social são fundamentais, pois muitos casos de violência estão relacionados a situações de vulnerabilidade econômica.

“A proteção deve ser estendida não apenas às crianças, mas também às famílias como um todo”, ressalta Malta. “Muitas vezes, esses casos são reflexos de abandono, desigualdade e pobreza. Portanto, combater essas questões sociais terá um impacto significativo na redução da violência contra crianças.”

 

Itatiaia

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