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Conheça os benefícios do caqui, a fruta que pode ajudar o coração, a pele e a imunidade

Publicada em: 10/03/2026 06:39 -

Conhecido como "alimento dos deuses", o caqui é rico em antioxidantes e pode fortalecer a imunidade, além de ajudar a combater o envelhecimento; explica a nutricionista Ana Clara da Cruz Silva

 

Com origem da Ásia, especialmente da China e do Japão, o caqui chama atenção pela cor alaranjada e pelo formato que lembra um tomate. Rico em vitaminas C e cheio de antioxidantes, ele pode ser usado em doces, compotas, bolos e até em pratos salgados.

 

Entre os tipos mais conhecidos estão o Fuyu, naturalmente doce e consumido ainda firme; o Rama Forte, que precisa estar bem maduro para perder a adstringência; e o Chocolate, de polpa escura e sabor mais intenso.

 

 

Apesar de muita gente conhecer o caqui apenas pelo sabor doce, poucos sabem que a fruta também possui um perfil nutricional interessante. Segundo a nutricionista Ana Clara da Cruz Silva, a fruta é rica em nutrientes “Ela ajuda no funcionamento intestinal e na sensação de saciedade, além de fornecer vitamina C e carotenoides, compostos com ação antioxidante”, explica a especialista.

Combate ao colesterol “ruim”

Mesmo sendo naturalmente doce, o caqui pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, a nutricionista explica que a fruta contém fibras e compostos fenólicos, que podem contribuir para o metabolismo lipídico. “As fibras ajudam a reduzir a absorção de colesterol no intestino e também aumentam a sensação de saciedade”, afirma.

Além disso, os polifenóis presentes na fruta estão associados a efeitos antioxidantes e podem ajudar a proteger contra a oxidação do colesterol LDL, conhecido popularmente como colesterol “ruim”. Esse processo está relacionado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares. 

Combate ao envelhecimento precoce

Outro benefício da fruta está relacionado à ação antioxidante.De acordo com a nutricionista, o caqui é rico em compostos como carotenoides, vitamina C, flavonoides e taninos, essas substâncias ajudam a neutralizar os radicais livres, moléculas que podem causar danos às células e estão associadas ao envelhecimento precoce e ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis.

Imunidade e saúde da pele

Pouca gente sabe, mas o caqui também pode contribuir para a saúde da pele e para o fortalecimento do sistema imunológico. “A fruta fornece vitamina C, que participa da síntese de colágeno e da defesa do organismo contra agentes infecciosos”, explica Ana Clara.

Segundo ela, os carotenoides presentes no caqui também são importantes para a saúde da pele e das mucosas. “Esses nutrientes ajudam a proteger as células contra danos oxidativos, o que pode ter impacto positivo na manutenção da saúde da pele ao longo do tempo”, afirma.

Por que alguns caquis “amarram” a boca?

Algumas pessoas sentem uma sensação de secura na boca ao comer certos tipos de caqui, especialmente o Rama Forte. Segundo a nutricionista, essa sensação é chamada de adstringência e ocorre devido à presença de taninos solúveis na fruta. “Esses compostos interagem com proteínas da saliva, formando complexos que provocam a sensação de secura e aspereza”, explica.

Com o amadurecimento da fruta, parte desses taninos se torna insolúvel, reduzindo a adstringência. Por isso, alguns tipos de caqui ficam mais doces e agradáveis quando estão bem maduros.

Existem diferenças nutricionais entre os tipos de caqui?

De acorco com a especialista, as diferenças entre as variedades estão mais relacionadas ao sabor e à textura do que ao valor nutricional. “O que pode variar mais é a quantidade de taninos e outros compostos fenólicos. Os caquis adstringentes costumam ter maior teor inicial dessas substâncias”, explica.

Já os caquis não adstringentes apresentam menor concentração desses compostos, o que altera principalmente a experiência sensorial da fruta.

Mito sobre o caqui

Um mito bastante comum é a ideia de que o caqui engorda muito e deveria ser evitado, pelo fato de ser doce. Ana Clara explica que isso não é necessariamente verdade. “Assim como qualquer outra fruta, ele pode fazer parte de uma alimentação equilibrada quando consumido em quantidades adequadas”, afirma.

Ela pontua que o ganho de peso está relacionado ao conjunto da alimentação e ao estilo de vida, e não a um único alimento.

*Estagiária sob supervisão de Paulo Leite / Correio Braziliense

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