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Empresário é indiciado por suposto esquema que prometia visto para a Copa do Mundo nos EUA

Publicada em: 23/06/2026 06:55 -

 

PCMG aponta uso de empresa de assessoria consular para enganar vítimas com falsas promessas de agendamento de entrevistas na embaixada

 

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou um empresário de 37 anos por suspeita de estelionato em uma investigação que apura a oferta de serviços para obtenção de vistos americanos em Belo Horizonte. O caso, divulgado nesta segunda-feira (22/6), envolve supostas promessas de agendamento de entrevistas consulares para viagem aos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026, objetivo que motivou as vítimas a contratar o serviço.

 

Segundo a investigação, o caso foi denunciado por duas vítimas que relataram prejuízo após realizarem pagamentos para uma empresa que oferecia assessoria consular. A PCMG aponta que o investigado atuava como sócio-administrador de uma empresa de assessoria consular e teria induzido as vítimas a erro ao prometer a obtenção de vistos para entrada nos Estados Unidos.

 

 

As vítimas realizaram transferências bancárias que somaram R$ 2.974, direcionadas a uma conta empresarial vinculada ao negócio. Em troca, teriam recebido a promessa de agendamento de entrevistas consulares na embaixada dos Estados Unidos.

 

Ainda conforme a apuração, as duas vítimas tinham como objetivo viajar para acompanhar jogos da Copa do Mundo de Futebol nos Estados Unidos e chegaram a se deslocar até Brasília para a suposta entrevista consular. No entanto, ao chegarem ao local indicado, constataram que não havia qualquer agendamento em seus nomes.

 

 

Provas analisadas pela Polícia Civil

 

Durante a investigação, a instituição policial comprovantes bancários, mensagens trocadas por aplicativos de conversa, documentos empresariais e outros elementos informativos. Segundo a PCMG, os dados levantados indicam a existência das negociações e a participação direta do investigado na condução dos serviços ofertados.

A apuração aponta ainda que a estrutura empresarial teria sido utilizada para dar aparência de legalidade às operações, incluindo uso de CNPJ ativo, dados bancários empresariais e informações sobre supostos procedimentos consulares.

 

 

Indiciamento e pedido de medidas judiciais

 

Além do indiciamento por estelionato, a Polícia Civil também representou ao Poder Judiciário solicitando medidas cautelares, incluindo a suspensão temporária das atividades econômicas da empresa investigada e o afastamento do suspeito da administração do negócio. O objetivo, segundo a investigação, é evitar a continuidade das atividades enquanto o caso segue em análise.

O inquérito foi conduzido pela 4ª Delegacia do Barreiro, em Belo Horizonte, e encaminhado ao Poder Judiciário para análise e adoção das medidas cabíveis. As investigações seguem em tramitação, e o caso será analisado pela Justiça, que poderá decidir sobre as medidas cautelares solicitadas e demais desdobramentos.

 

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