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MP denuncia prefeito de Conceição de Ipanema por direcionamento de licitação para beneficiar posto de combustível

MP denuncia prefeito de Conceição de Ipanema por direcionamento de licitação para beneficiar posto de combustível

CONCEIÇÃO DE IPANEMA (MG) – O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o prefeito de Conceição de Ipanema, município do Vale do Rio Doce, um empresário do ramo de combustíveis e uma pregoeira municipal por fraude à licitação. Eles são acusados de direcionar um procedimento licitatório à Tula Auto Posto Ltda, garantindo a celebração de contrato com o município de R$ 1,16 milhão ao longo de 2025.

De acordo com a denúncia, a fraude foi planejada em 2024, após as eleições que elegeram o prefeito, que na época era proprietário do Auto Posto Conceição Ltda. Com a vitória, o empreendimento foi arrendado ao empresário e passou a se chamar Tula Auto Posto Ltda. Segundo o MPMG, o prefeito articulou a criação do novo posto de combustíveis para ocultar o vínculo, manter o controle econômico do negócio e contornar a vedação legal que o proibia de contratar com a administração municipal. 

Segundo a Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária Criminal (PCO), em 30 de outubro de 2024, o empresário abriu a nova empresa, que passou a operar no mesmo endereço do posto original. Entretanto, conforme o Ministério Público, o prefeito seguiu como verdadeiro controlador do negócio, inclusive mantendo movimentações financeiras vinculadas às suas próprias contas, o que revelaria confusão patrimonial e domínio econômico oculto. 

Em janeiro de 2025, após assumir o cargo, o prefeito iniciou o primeiro processo licitatório de sua gestão, justamente para contratação de fornecimento de combustíveis. Três empresas participaram, sendo que uma delas apresentou a melhor proposta em todos os lotes, mas a pregoeira, segundo a denúncia, criou obstáculos indevidos, exigindo documentos não previstos no edital. Por fim, ela desclassificou a empresa e declarou a Tula Auto Posto vencedora.

Na denúncia, o MPMG detalha o papel de cada um na fraude. Ao prefeito é atribuída a liderança e o planejamento do esquema. Ao empresário, a participação para ocultar o real controlador do negócio e permitir a contratação com o poder público. Já à pregoeira, é imputada a execução material da fraude, mediante manipulação da licitação para excluir concorrentes e beneficiar a Tula Auto Posto. 

 

Com informações do MPMG

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