Player
Tocando Agora
Carregando...

Selic cai para 14%, mas Brasil permanece entre os maiores juros reais do mundo

Publicada em: 06/08/2026 05:55 -

 

O Brasil deixou a primeira posição no ranking mundial de juros reais após o Banco Central reduzir a taxa básica de juros, a Selic, mas continua entre as economias com os maiores custos reais de financiamento do mundo.

A mudança ocorreu após o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciar um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, levando a taxa de 14,25% ao ano para 14% ao ano. Com a decisão, o juro real brasileiro passou para 9,33%, ficando atrás apenas da Rússia, que aparece na liderança com 9,67%, segundo levantamento da MoneYou em parceria com a Lev Intelligence.

 

Brasil segue entre os maiores juros do mundo

Mesmo com a redução, o país permanece entre as nações com as maiores taxas de juros reais. Depois de Rússia e Brasil, aparecem no ranking o México, com juro real de 5,09%, e a África do Sul, com 4,62%.

No ranking de juros nominais, que considera apenas a taxa básica sem descontar a inflação, o Brasil ocupa a quarta posição mundial, atrás da Turquia, com 37%, da Argentina, com 29%, e da Rússia, com 14,50%.

A taxa real é calculada considerando a diferença entre os juros praticados e a inflação projetada, sendo um indicador usado para avaliar o custo efetivo do dinheiro em uma economia.

 

Copom reduz Selic pela quarta vez

A decisão do Banco Central marcou o quarto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual na Selic. O Copom informou que a redução para 14% ao ano está alinhada à estratégia de levar a inflação para próximo da meta estabelecida.

Segundo o comunicado do colegiado, a medida também busca contribuir para uma redução das oscilações da atividade econômica e favorecer o nível de emprego, sem deixar de priorizar o controle dos preços.

A decisão já era aguardada pelo mercado financeiro, conforme projeções divulgadas no boletim Focus. A principal dúvida agora está relacionada à continuidade do ciclo de cortes nos próximos meses.

 

Inflação apresenta sinais de desaceleração

O corte nos juros acontece em um cenário de melhora nos indicadores de inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, registrou alta de 0,16% em julho, abaixo do avanço de 0,58% registrado em junho.

No acumulado do ano, a inflação chega a 3,36%. Nos últimos 12 meses, o índice soma 4,64%, resultado próximo do limite superior da meta de inflação, que é de 4,5%, considerando a margem de tolerância.

O mercado financeiro projeta inflação anual em torno de 5,03%, ainda acima do centro da meta, mas com expectativas de desaceleração ao longo do período.

 

Cenário internacional ainda preocupa

Apesar dos avanços no controle inflacionário, o Banco Central destacou que o ambiente econômico ainda exige cautela. Entre os fatores de preocupação estão os conflitos no Oriente Médio e os impactos que podem ocorrer sobre os preços internacionais, especialmente dos combustíveis.

O cenário externo também envolve decisões das principais economias globais sobre suas políticas monetárias, o que pode influenciar os fluxos financeiros e as condições econômicas de países emergentes, como o Brasil.

 

Banco Central mantém cautela sobre novos cortes

No cenário interno, o Copom avaliou que a atividade econômica apresenta sinais de desaceleração gradual, mas ainda permanece em nível considerado resistente. O comitê também apontou preocupação com a inflação acima do limite superior da meta e com a evolução das contas públicas.

Segundo o Banco Central, o tamanho total do ciclo de redução dos juros dependerá dos próximos indicadores econômicos e da evolução dos riscos.

A autoridade monetária reforçou que o momento exige cautela diante das incertezas e que novas decisões serão tomadas com base nos dados disponíveis, buscando garantir a estabilidade dos preços e a convergência da inflação para a meta.

 

Radio Caparaó com informações da itatiaia

Compartilhe: x
COMENTÁRIOS
Comentário enviado com sucesso!
Carregando...