O ator Lúcio Mauro Filho, de 52 anos, contou ter enfrentado um câncer no intestino em 2020. A revelação foi feita durante entrevista ao podcast Alt Tabet, com Antônio Tabet. Segundo o artista, o diagnóstico ocorreu durante check-up após seu tratamento contra a Covid. Ele afirma estar curado.
Também chamada de câncer colorretal, a doença é a mesma enfrentada pela cantora Preta Gil, que morreu no ano passado aos 50 anos. É o terceiro tipo de câncer mais comum no Brasil, atrás apenas do câncer de próstata, em homens, e do câncer de mama, em mulheres, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).
A estimativa é de 53.810 novos casos de câncer de intestino por ano no triênio 2026-2028, alta de 18% em relação ao triênio anterior.
A maioria dos casos ocorre após a quinta década de vida, mais frequentemente a partir dos 60 anos. Nos Estados Unidos, porém, relatório da American Cancer Society (ACS) aponta aumento rápido das taxas da doença entre pessoas na faixa dos 20, 30 e 40 anos, enquanto a incidência cai entre os maiores de 65.
Tumores em pacientes mais jovens tendem a ser mais agressivos e costumam ser identificados em estágios mais avançados.
Diagnóstico e rastreamento
O câncer colorretal costuma não apresentar sintomas na fase inicial. Os principais sinais de alerta são:
- Sangue nas fezes;
- Alteração persistente do hábito intestinal;
- Mudança no formato das fezes;
- Dor abdominal recorrente;
- Perda de peso sem causa aparente;
- Anemia sem explicação também pode estar associada à doença.
O Ministério da Saúde recomenda o início do rastreamento aos 50 anos no Sistema Único de Saúde (SUS), com exame de sangue oculto nas fezes; outras diretrizes, como a da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, indicam colonoscopia a partir dos 45 anos para toda a população, mesmo sem sintomas.
Teste no SUS
No último dia 10, o ministério anunciou a incorporação do teste imunoquímico fecal (FIT, na sigla em inglês) ao SUS, e o exame deve começar a ser oferecido em até seis meses.
O FIT detecta sangue oculto nas fezes, invisível a olho nu. O resultado positivo pode indicar a presença de pólipos, lesões pré-malignas ou câncer, mas também pode ter outras causas.
Por isso, o teste funciona como um filtro para definir quem deve fazer uma colonoscopia, exame capaz de identificar a origem do sangramento e investigar ou retirar lesões.
Tratamento
Nas fases iniciais, o câncer colorretal costuma ser tratado exclusivamente com cirurgia. Em casos que atingem os linfonodos, o tratamento inclui quimioterapia preventiva após a operação.
Quando há metástase, a indicação geralmente é de quimioterapia, associada, em alguns casos, a medicamentos biológicos ou imunoterapia.
Segundo oncologistas, as chances de cura ultrapassam 90% quando o diagnóstico é feito no início da doença.
Fatores de risco e prevenção
A alimentação está fortemente relacionada com o desenvolvimento de câncer colorretal, e uma alimentação rica em fibras ajuda a reduzir a exposição do intestino a substâncias nocivas.
Além de ultraprocessados, o consumo excessivo de carne vermelha e álcool, sedentarismo, obesidade e histórico familiar estão entre os fatores associados ao risco da doença.
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