MPMG apura denúncia de que diretora de escola teria obrigado criança a ingerir a própria urina
Profissionais envolvidas na situação foram afastadas e um procedimento administrativo foi instaurado; caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)
Um procedimento foi instaurado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para apurar uma denúncia de violação de direitos e violência institucional contra um aluno de 10 anos de idade em uma escola municipal em Caxambu, na Região do Sul de Minas Gerais. Segundo a Promotoria de Justiça do município, a criança teria sido obrigada pela diretora da unidade escolar a ingerir a própria urina.
Ainda segundo o órgão, o menino havia sido encaminhado à direção da escola após ter urinado na garrafa de água de uma colega e oferecido a ela para ingestão, depois de um desentendimento entre eles. A situação foi impedida por uma professora de apoio que estava no mesmo local.
Ao chegar na diretoria, ainda segundo a denúncia, a diretora teria determinado, por duas vezes, que a criança ingerisse a própria urina. Ainda segundo o relato, a ordem teria sido obedecida pelo aluno. Duas servidoras acompanharam a abordagem da diretora.
Apuração do caso
Assim que o caso chegou ao conhecimento da rede de proteção, medidas cabíveis foram tomadas. A criança foi ouvida nos termos da Lei n.º 13.431/2017, e um relatório foi encaminhado à Promotoria de Justiça.
O Ministério Público (MPMG) também oficiou à Secretaria Municipal de Educação e solicitou informações sobre as medidas administrativas adotadas em relação à diretora e às demais servidoras que teriam presenciado os fatos. Foi solicitado a identificação nominal das envolvidas e o encaminhamento da documentação pertinente
Ainda segundo o órgão, as profissionais da educação envolvidas na situação foram afastadas de forma imediata e um processo administrativo foi instaurado.
Caso é investigado pela Polícia Civil
De acordo com o Ministério Público, a autoridade policial instaurou um inquérito policial para apurar a prática do crime de maus tratos.
"O Ministério Público acompanhará o desenrolar das providências administrativas, protetivas e investigativas, visando à completa elucidação dos fatos, à responsabilização dos envolvidos e, sobretudo, à garantia da proteção integral dos direitos das crianças", informou.
A Itatiaia procurou a Secretaria Municipal de Educação de Caxambu e a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para um posicionamento, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.
Itatiaia




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