Além da sardinha: alimentos que podem ajudar na memória e concentração
Uma alimentação variada e equilibrada pode ser uma aliada importante para manter o cérebro saudável, favorecer a memória e ajudar na concentração. Segundo a nutricionista Sabina Donadelli, ouvida pelo Metrópoles, o cérebro precisa de energia e nutrientes para funcionar adequadamente.
A especialista alerta, porém, que não existe um alimento milagroso. O benefício está principalmente na variedade e na constância da alimentação. Confira os 7 grupos de alimentos destacados:
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Peixes
Sardinha, salmão, atum e cavalinha são fontes de ômega 3, uma gordura que participa da estrutura das células e desempenha funções importantes no organismo. A sardinha é apontada como uma opção nutritiva e mais acessível. A recomendação é variar os peixes e dar preferência a preparações assadas, cozidas ou grelhadas.
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Ovos
O ovo é fonte de colina, nutriente utilizado pelo organismo na produção da acetilcolina, uma substância envolvida em funções como memória e aprendizagem. O alimento também fornece proteínas e vitaminas do complexo B e pode fazer parte de diferentes refeições.
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Frutas vermelhas e roxas
Morango, amora, mirtilo, uva roxa, jabuticaba, acerola e açaí sem excesso de açúcar são exemplos de frutas que podem entrar no cardápio. Elas possuem compostos antioxidantes, como as antocianinas, que ajudam a proteger as células contra danos provocados pelo estresse oxidativo. A orientação é variar as cores e aproveitar as frutas da estação.
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Folhas verde-escuras
Couve, espinafre, rúcula, agrião e brócolis fornecem folato, vitamina K, carotenoides e outros compostos antioxidantes. A couve, por exemplo, não precisa aparecer somente na salada. Pode ser acrescentada ao feijão, sopas, omeletes e refogados, facilitando o consumo frequente.
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Castanhas e sementes
Nozes, castanha-do-pará, amêndoas, chia, linhaça e sementes de abóbora fornecem gorduras de boa qualidade, fibras, vitamina E e minerais. Como são alimentos bastante calóricos, pequenas porções já são suficientes. As sementes podem ser acrescentadas a frutas, iogurtes, saladas e sopas.
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Feijão e outras leguminosas
Feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha são fontes de fibras, proteínas vegetais, ferro, magnésio e vitaminas do complexo B. As fibras também ajudam no equilíbrio da microbiota intestinal, que mantém uma comunicação constante com o cérebro.
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Azeite de oliva extravirgem
O azeite extravirgem fornece gorduras monoinsaturadas e compostos antioxidantes que são estudados pela possível relação com a preservação das funções cognitivas. Ele pode ser usado para finalizar saladas, legumes, sopas e outras preparações. Mesmo sendo considerado saudável, deve ser consumido com moderação porque também é calórico.
Além desses alimentos, a nutricionista chama atenção para alguns hábitos que podem prejudicar a concentração. Passar muitas horas sem se alimentar, beber pouca água e exagerar no consumo de açúcar e alimentos ultraprocessados pode favorecer oscilações de energia, sonolência e dificuldade para manter o foco.
Estresse, falta de sono e uma rotina muito corrida também podem contribuir para lapsos de memória e atenção. Por isso, cuidar do cérebro envolve mais do que escolher determinados alimentos: é preciso manter uma rotina equilibrada.
A alimentação pode ajudar na manutenção da saúde cerebral, mas não substitui uma avaliação profissional. Em casos de esquecimentos frequentes, confusão, alterações de comportamento ou dificuldades que começam a atrapalhar as atividades do dia a dia, é importante procurar orientação de um profissional de saúde.
Fonte: Metrópoles, em reportagem de Beatriz Bonfim e Claudia Meireles, com informações da nutricionista Sabina Donadelli.




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