Projeto "Abrace uma Mãe Atípica" é lançado pelo CAPSi de Manhuaçu
Na tarde desta quinta-feira, 24 de setembro, em alusão ao Setembro Amarelo, mês voltado para a conscientização e prevenção da saúde mental, o Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi) deu início ao projeto “Abrace uma Mãe Atípica”. A iniciativa busca dar visibilidade e oferecer acolhimento a uma realidade por vezes invisibilizada: a exaustão física, emocional e mental vivida por mães de crianças e adolescentes com deficiência ou neurodivergências.
Devido à rotina contínua de cuidados intensos e, muitas vezes, à falta de uma rede de apoio estruturada, essas mulheres enfrentam um elevado risco de sobrecarga e adoecimento mental.
Para a coordenadora do CAPSi, Daiane Fialho, debater o tema é abordar uma questão de sobrevivência.
“Falar sobre saúde mental na maternidade atípica é, antes de tudo, falar sobre invisibilidade e sobrevivência. A maternidade atípica traz uma sobrecarga enorme e muitas vezes invisível. A mãe muitas vezes se anula para cuidar desse filho. “Então nós queremos enfatizar com essas mães que cuidar da própria saúde mental não é um luxo, é uma necessidade”, destacou a coordenadora.
Refúgio de cuidado e escuta
O evento inaugural do projeto contou com uma programação especialmente planejada para ser um refúgio na rotina atípica. Entre as atividades realizadas ao longo da tarde, as participantes contaram com oficinas de autocuidado, momentos de relaxamento voltados ao alívio de tensões, além de dinâmicas com música, oficinas de escuta sensível, orientações profissionais sobre saúde mental e uma mesa de café afetuosa com sorteio de mimos e brindes de parceiros.
A iniciativa recebeu elogios das participantes.
O projeto “Abrace uma Mãe Atípica” terá continuidade nos próximos meses com novos encontros periódicos e rodas de conversa, reforçando o compromisso de promover a saúde e o bem-estar de quem cuida.




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