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Polícia apura homicídio culposo em acidente com ônibus na BR-262, que matou 3 pessoas e deixou outras 45 feridas

Acidente matou três pessoas e deixou outras 45 feridas

Polícia apura homicídio culposo em acidente com ônibus na BR-262, que matou 3 pessoas e deixou outras 45 feridas

IBATIBA (ES) – A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente com um ônibus de excursão que matou três pessoas e deixou outras 45 feridas na noite de domingo (27), na BR-262, em Ibatiba, na Região do Caparaó.

Segundo o delegado Bruno Alves Rodrigues, responsável pela Delegacia de Ibatiba, as mortes das duas passageiras são investigadas inicialmente como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Também são apuradas possíveis lesões corporais culposas em relação aos feridos.

O motorista do coletivo, Douglas Rodrigues de Sousa Gonçalves, de 38 anos, também morreu no acidente. Como ele seria inicialmente investigado como pessoa física, a morte extingue eventual punibilidade criminal em relação a ele. O inquérito, porém, seguirá para verificar possíveis responsabilidades da empresa nas esferas criminal, cível e administrativa.

O ônibus será submetido a exame especializado do Departamento de Engenharia Forense. Ainda não há data definida para a realização da perícia.

O ACIDENTE

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o tombamento ocorreu por volta das 21h20, no km 151 da BR-262, no trecho conhecido como Curva da Ferradura.

O ônibus havia saído de Contagem, em Minas Gerais, e retornava de Itaoca, em Itapemirim, no litoral do Espírito Santo.

Além do motorista, morreram Vera Lúcia de Andrade, de 53 anos, e Maria Aparecida Martins Barbosa, de 44. Os corpos foram encaminhados ao Serviço Médico Legal e posteriormente liberados aos familiares.

ROTA IRREGULAR

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus, de placa KJJ-3E79, circulava por uma rota diferente daquela autorizada.

Conforme a agência, havia uma Licença de Viagem aberta para o trajeto entre Santa Bárbara, em Minas Gerais, e São Paulo. O veículo, portanto, não deveria estar circulando pelo Espírito Santo naquele itinerário.

Apesar da irregularidade da rota, a ANTT informou que o ônibus estava com as exigências técnicas e legais de circulação em dia, incluindo Certificado de Segurança Veicular, aferição do cronotacógrafo e seguro contra acidentes.

A informação sobre o itinerário deverá integrar o inquérito.

ÔNIBUS VENDIDO

O responsável pela GOJ Transporte e Turismo Ltda. afirmou que o ônibus havia sido vendido cerca de 35 a 40 dias antes do acidente, mas a transferência ainda não tinha sido formalizada.

Segundo ele, o atual proprietário teria utilizado o veículo para substituir outro ônibus que apresentou problema mecânico antes da viagem. A empresa afirma que orientou o comprador a comunicar a substituição à ANTT.

Com informações de A Gazeta

 

 

 

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