Famosos nas urnas: quem conseguiu transformar popularidade em votos?
As eleições de 2026 também tiveram a participação de artistas, cantores, apresentadores, influenciadores, humoristas e ex-jogadores de futebol. Alguns conseguiram transformar a popularidade em votos e conquistar uma vaga no Legislativo. Outros, mesmo recebendo recursos expressivos para a campanha, ficaram fora.
São Paulo
O cantor Manoel Gomes, conhecido como Caneta Azul, disputou uma vaga de deputado federal por São Paulo pelo Avante. Segundo levantamento divulgado pelo Metrópoles, a campanha recebeu cerca de 1 milhão e 200 mil reais em recursos partidários. Nas urnas, Manoel Gomes teve 7.239 votos e não foi eleito.
A apresentadora Silvia Abravanel, candidata a deputada federal pelo PSD, recebeu 22.472 votos. Segundo dados publicados pela CNN Brasil, a campanha declarou aproximadamente 2 milhões e 410 mil reais em recursos recebidos, sendo a maior parte proveniente do partido.
A jornalista Rachel Sheherazade, também candidata a deputada federal pelo PSD, terminou com 22.453 votos. De acordo com informações divulgadas pelo Metrópoles, ela recebeu aproximadamente 1 milhão e 360 mil reais para a campanha, praticamente todo o valor vindo do partido.
O apresentador Sikêra Jr., candidato a deputado federal pelo Republicanos, recebeu 37.042 votos. Segundo a Folha de S.Paulo, por meio do F5, a campanha recebeu 650 mil reais do partido.
O cantor MC Gui também disputou uma vaga para deputado federal em São Paulo. Segundo o F5, da Folha de S.Paulo, ele recebeu 7.373 votos e não foi eleito.
O ex-jogador Luís Fabiano, candidato a deputado federal pelo MDB, recebeu 9.613 votos, segundo os resultados eleitorais divulgados. A votação correspondeu a aproximadamente 0,04% dos votos no estado.
Menina da Bota
Em Minas Gerais, um dos nomes que chamou atenção foi Maria José, conhecida como Menina da Bota.
Segundo o Estado de Minas, ela disputou uma vaga de deputada federal pelo União Brasil e recebeu 9.610 votos, não conseguindo se eleger.
Rio de Janeiro
A influenciadora Inês Brasil disputou uma vaga de deputada estadual pelo PSB no Rio de Janeiro. Segundo informações divulgadas pelo F5, da Folha de S.Paulo, ela recebeu 3.129 votos e não foi eleita.
A ex-paquita Andréa Sorvetão, candidata pelo Democracia Cristã, recebeu 2.529 votos.
A atriz e apresentadora Antônia Fontenelle também disputou uma vaga no Rio e recebeu 3.863 votos, segundo levantamento divulgado pelo F5.
O ex-jogador Edmundo, ídolo do Vasco, concorreu a deputado federal pelo PSDB. Ele recebeu 35.725 votos, mas não conseguiu uma cadeira na Câmara.
Futebol na política
Além de Luís Fabiano e Edmundo, outros nomes conhecidos do futebol também entraram na disputa eleitoral.
O ex-técnico Vanderlei Luxemburgo disputou uma vaga para o Senado pelo Tocantins. Segundo o F5, da Folha de S.Paulo, ele recebeu 67.989 votos, mas não foi eleito.
O ex-jogador Marcelinho Carioca também tentou uma vaga no Legislativo e não conseguiu se eleger.
Ex-BBBs e personalidades da televisão
O ator Lucas Penteado, conhecido pela participação no Big Brother Brasil, disputou uma vaga de deputado federal por São Paulo pelo PT. Segundo o Metrópoles, ele recebeu 300 mil reais do partido para a campanha.
Outro ex-BBB e ex-deputado federal, Jean Wyllys, também disputou uma vaga. De acordo com o Metrópoles, recebeu 290 mil reais do PT.
Os maiores recursos
Entre os famosos citados nas reportagens, alguns receberam valores significativos para financiar suas campanhas.
Segundo os levantamentos publicados pela imprensa, estão entre os maiores valores:
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Silvia Abravanel: aproximadamente 2,41 milhões de reais, segundo a CNN Brasil.
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Rachel Sheherazade: aproximadamente 1,36 milhão de reais, segundo o Metrópoles.
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Manoel Gomes, o Caneta Azul: aproximadamente 1,2 milhão de reais, segundo o Metrópoles.
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Sikêra Jr.: 650 mil reais, segundo o F5, da Folha de S.Paulo.
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Thammy Miranda: aproximadamente 836 mil reais, segundo o F5.
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Lucas Penteado: 300 mil reais, segundo o Metrópoles.
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Jean Wyllys: 290 mil reais, segundo o Metrópoles.
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Sarah Poncio: 200 mil reais do partido, além de recursos próprios declarados, segundo levantamento divulgado pelo Metrópoles.
É importante destacar que esses valores correspondem a recursos declarados pelas campanhas, e não necessariamente a dinheiro recebido pessoalmente pelos candidatos. Parte dos recursos pode vir do Fundo Eleitoral, do Fundo Partidário, de doações de pessoas físicas ou de recursos próprios.
Outro ponto importante é que a prestação de contas eleitoral pode ser atualizada e analisada pela Justiça Eleitoral. Por isso, os valores devem ser tratados como os números declarados até a data da consulta.
Os resultados mostram que a fama não garantiu, por si só, uma vaga no Legislativo. Candidatos conhecidos nacionalmente tiveram votações bastante diferentes, e alguns receberam valores expressivos para campanha sem conseguir se eleger.
Além disso, para deputado federal e deputado estadual, a eleição é proporcional. Portanto, não basta considerar apenas a votação individual: o desempenho do partido ou da federação também participa do cálculo das cadeiras.
Rádio Caparaó 107,5 FM




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