Pedro Scooby se manifesta após ser citado em ação judicial envolvendo o pai e dívida superior a R$ 1 milhão
Surfista afirma que abriu mão da herança de Alexandre Cosme Vianna e relata afastamento familiar de duas décadas; processo foi movido por uma ex-funcionária que alega ter sido usada como “laranja” em empresas.
O surfista e ex-BBB Pedro Scooby se manifestou após ter seu nome citado em uma ação judicial movida por uma ex-funcionária de seu pai, Alexandre Cosme Vianna, morto em abril de 2024. O processo tramita na Justiça do Rio de Janeiro e envolve suspeitas de irregularidades empresariais que, segundo a autora, resultaram em cobranças superiores a R$ 1 milhão.
Em declaração à coluna do jornalista Lucas Pasin, do portal Metrópoles, Scooby afirmou que não mantinha contato com o pai havia cerca de 20 anos e que abriu mão da herança após a morte dele. O surfista também declarou que desconhecia os detalhes da ação judicial.
“Meu pai abandonou eu, minha mãe e meu irmão quando eu tinha 15 anos. Foi embora de casa sem levar nem roupa do armário. Eu não tive contato com ele durante esses 20 anos até quando ele morreu”, afirmou o atleta, ao relembrar o histórico de afastamento familiar.
Scooby também explicou que recebeu notificações relacionadas a processos envolvendo o pai após o falecimento dele, mas sustentou que não herdou os bens e, por isso, não deveria responder pelas questões relacionadas ao patrimônio.
“Quando meu pai faleceu, eu recebi um monte de processo, mas, como não herdei nada dele, não herdei os processos. Eu abri mão”, declarou.
Ex-funcionária afirma ter sido usada como “laranja”
A ação judicial foi apresentada por Josilene, uma trabalhadora doméstica que afirma ter trabalhado em uma fazenda de Alexandre Cosme Vianna, localizada em Vassouras, no interior do Rio de Janeiro.
De acordo com as informações divulgadas pelo Metrópoles, a mulher relata que assinou documentos entregues pelo então patrão acreditando que eles seriam utilizados para formalizar seu vínculo empregatício. Posteriormente, porém, teria descoberto que seu nome estava associado a empresas das quais afirma nunca ter sido sócia de fato.
Segundo a alegação apresentada à Justiça, os registros empresariais teriam provocado consequências financeiras para a trabalhadora, que passou a enfrentar cobranças e processos relacionados aos negócios.
A situação veio à tona depois que Josilene sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e precisou recorrer a um benefício previdenciário por incapacidade temporária. Ao tentar movimentar o dinheiro, ela teria encontrado bloqueios judiciais em suas contas bancárias.
A Defensoria Pública do Rio de Janeiro passou a atuar no caso e identificou, conforme os documentos mencionados na reportagem, cobranças e execuções que ultrapassam R$ 1 milhão. A trabalhadora afirma que seu nome foi vinculado a cinco sociedades empresariais situadas nas cidades de Barra do Piraí e Vassouras.
As acusações envolvem a atuação do pai do surfista, já falecido, e ainda serão analisadas pela Justiça.
O que a trabalhadora pede à Justiça?
Na ação, a defesa de Josilene busca o reconhecimento de que ela não foi sócia de fato das empresas e solicita a anulação dos documentos que a vinculam aos negócios.
O pedido também inclui a retirada do nome da trabalhadora dos registros empresariais e a adoção de medidas para impedir que ela continue sendo responsabilizada pelas dívidas relacionadas às empresas.
Além disso, a autora pede uma indenização de R$ 10 mil por danos morais. Conforme os detalhes divulgados pelo Metrópoles, o pedido é direcionado ao espólio de Alexandre Cosme Vianna e à empresa de contabilidade apontada no processo.
O espólio corresponde ao conjunto de bens, direitos e obrigações deixados por uma pessoa após sua morte. É por meio dele que questões relacionadas ao patrimônio do falecido podem ser tratadas judicialmente.
Por que Pedro Scooby foi citado no processo?
Com a morte de Alexandre Cosme Vianna, o processo passou a envolver o espólio do empresário e seus familiares indicados como herdeiros. Além de Pedro Scooby, o irmão dele, João Vitor da Mota Vianna, e outras duas mulheres também aparecem entre os citados.
A inclusão do nome do surfista está relacionada à condição de possível herdeiro no processo, e não significa, por si só, que ele tenha participado das supostas irregularidades atribuídas ao pai.
A advogada Anelize Caminha, especialista em direito de família, explicou ao Metrópoles que, enquanto o inventário não é concluído, as demandas relacionadas ao patrimônio são direcionadas ao espólio, representado pelo inventariante. Depois da partilha, a situação processual pode mudar conforme a destinação dos bens e as circunstâncias do caso.
Em regra, os herdeiros não respondem por dívidas do falecido com patrimônio pessoal além dos limites da herança recebida. A responsabilidade concreta, neste caso, depende da situação sucessória e das decisões judiciais aplicáveis.
Scooby, por sua vez, afirma que renunciou à herança e que não mantinha relação com o pai havia décadas. A extensão dos efeitos dessa decisão sobre o processo depende da situação jurídica formal da sucessão.
Caso segue na Justiça
A ação reúne alegações sobre possíveis irregularidades na constituição de empresas e sobre os prejuízos que a trabalhadora afirma ter sofrido. A Defensoria Pública busca desvincular o nome de Josilene dos negócios e obter reparação pelos danos alegados.
Até que haja uma decisão judicial, as acusações apresentadas no processo não devem ser tratadas como fatos definitivamente comprovados.
Enquanto isso, Pedro Scooby mantém o posicionamento de que não teve participação nos negócios do pai, de quem afirma ter se afastado ainda na adolescência, e reforça que abriu mão da herança após a morte de Alexandre Cosme Vianna.
Rádio Caparaó FM 107,5 com informações do site Metropóles




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