Três tenentes da Polícia Militar morrem em acidente aéreo em Ipatinga
Aeronave realizava voo de checagem operacional e caiu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso; entre as vítimas estão duas tenentes e um tenente-coronel
A queda de uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) provocou a morte de três militares na sexta-feira (9), nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, na região de Ipatinga. O acidente mobilizou equipes de emergência e causou comoção na corporação, que perdeu profissionais com atuação na aviação policial.
As vítimas foram identificadas como a primeira-tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, a tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida e o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre.
O avião, um Beechcraft B300 Super King Air, da família King Air 350, prefixo PP-EJO, era utilizado pela Polícia Militar em suas atividades aéreas. De acordo com informações divulgadas pela corporação, os militares realizavam um voo de checagem operacional, procedimento destinado a avaliar a proficiência técnica dos pilotos.
Aeronave havia decolado de Belo Horizonte
A aeronave partiu do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino ao Vale do Aço. Informações de monitoramento de voo citadas pela imprensa indicaram que a decolagem ocorreu às 15h16, e o trajeto tinha duração estimada de aproximadamente 43 minutos.
O acidente aconteceu nas proximidades do aeroporto de destino, durante a fase final do deslocamento. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais foi acionado por volta das 16h20 para atender à ocorrência.
Imagens registradas por testemunhas mostraram fumaça e destroços na região da queda. Os três ocupantes morreram no local.
Até o momento, as informações divulgadas não permitem estabelecer uma causa definitiva para o acidente. As circunstâncias da queda dependem de investigação técnica especializada.
Voo era destinado à checagem de pilotos
Segundo informações apresentadas pelo coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional da Polícia Militar, a tripulação realizava um procedimento conhecido como recheck, utilizado para verificar a proficiência operacional dos pilotos.
A atividade era conduzida pelo tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, profissional apontado pela corporação como um dos mais experientes da aviação policial mineira. Ele acumulava mais de 5 mil horas de voo e atuava como instrutor.
A realização desse tipo de procedimento faz parte das atividades de qualificação e segurança operacional da aviação. Por isso, a finalidade do voo, isoladamente, não indica qualquer irregularidade ou falha por parte dos envolvidos.
Aeronave havia passado por manutenção
O avião envolvido no acidente era um bimotor turboélice da família King Air 350, modelo utilizado em diferentes tipos de operação aérea. Segundo informações divulgadas pela PMMG, a aeronave havia passado por manutenção e por um processo de modernização conhecido como retrofit.
Ainda conforme a manifestação inicial da corporação, a manutenção e as habilitações dos pilotos estavam em dia.
Essas informações integram o posicionamento apresentado após o acidente, mas não substituem a investigação técnica. A eventual participação de fatores mecânicos, operacionais ou de outras circunstâncias deverá ser esclarecida a partir da análise das evidências.
Quem eram os três militares mortos
Tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende
A primeira-tenente Gabriela Emília era piloto da aeronave. Sua trajetória na Polícia Militar ganhou destaque pelo pioneirismo na aviação policial: ela foi apontada como a primeira mulher da corporação habilitada para pilotar aeronaves de asas fixas no Comando de Aviação do Estado.
A oficial ingressou na PMMG em fevereiro de 2017 e foi declarada oficial em 2019. Ao longo da carreira, exerceu funções operacionais e administrativas antes de avançar na formação para a aviação.
Em 23 de fevereiro de 2026, foi declarada piloto da corporação. Pouco antes do acidente, a Polícia Militar havia publicado uma homenagem pelo retorno da militar ao trabalho após a licença-maternidade.
A publicação mostrava Gabriela Emília se despedindo do filho antes de partir para o serviço, em uma homenagem à conciliação entre a maternidade e a carreira militar. Após a confirmação de sua morte, as imagens ganharam repercussão e comoveram colegas e integrantes da corporação.

Tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida
A tenente Alice também integrava o quadro de profissionais da Polícia Militar ligados à aviação. Antes de ingressar no oficialato da PMMG, ela serviu durante sete anos no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.
Natural de Governador Valadares, Alice cresceu em Caratinga e, posteriormente, ingressou na carreira de oficial da Polícia Militar. Após ser aprovada no processo seletivo do Comando de Aviação do Estado, passou a atuar na área.
Sua trajetória foi marcada pela experiência acumulada em duas instituições estaduais de segurança pública, antes de integrar a aviação policial.

Tenente-coronel Luis Fernando Silvestre
O tenente-coronel Luis Fernando Silvestre era uma das principais referências da aviação da Polícia Militar de Minas Gerais. Integrante da corporação desde 2004, comandava o Esquadrão de Aviões do Comando de Aviação do Estado.
Com mais de 5 mil horas de voo, atuava como instrutor e acumulava experiência em operações aéreas, treinamento, logística e atividades relacionadas à estrutura operacional da aviação policial.
No voo que terminou em tragédia, Silvestre era o responsável pela atividade de checagem operacional. Sua morte representa uma perda significativa para a formação de pilotos e para a estrutura especializada da corporação.

PMMG presta apoio às famílias
Após o acidente, a Polícia Militar manifestou pesar pela morte dos três profissionais e informou que as famílias estavam recebendo acolhimento.
O coronel Flávio Santiago destacou a gravidade da perda para a instituição e ressaltou a importância dos profissionais que atuam na aviação policial. A corporação também mobilizou apoio psicológico aos familiares das vítimas.
A comandante-geral da PMMG e o chefe do Estado-Maior deslocaram-se para a região do acidente para acompanhar os procedimentos relacionados à ocorrência.
A tragédia interrompeu a trajetória de três militares que atuavam em uma área especializada da segurança pública e provocou manifestações de pesar entre colegas de farda.
Investigação deverá esclarecer as causas
As circunstâncias da queda deverão ser esclarecidas por meio de investigação aeronáutica conduzida pelos órgãos competentes, incluindo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), responsável por apurar fatores relacionados a acidentes dessa natureza.
O trabalho de investigação envolve a análise de evidências e das condições em que o voo foi realizado, com o objetivo de compreender a sequência dos acontecimentos e identificar possíveis fatores contribuintes.
Até que sejam divulgadas conclusões técnicas, não é possível afirmar o que provocou a queda. A informação de que a aeronave havia passado por manutenção, assim como a experiência dos pilotos, não permite, isoladamente, confirmar ou descartar qualquer hipótese.
A morte dos três militares deixa uma lacuna na aviação da Polícia Militar de Minas Gerais e marca um episódio de grande repercussão para a segurança pública no Vale do Aço.
Sugestão para a publicação: utilize uma fotografia oficial da aeronave ou uma imagem dos trabalhos das equipes de emergência, com crédito e autorização de uso. Antes de publicar, recomendo conferir os nomes completos, as informações biográficas e o andamento da investigação nas notas oficiais mais recentes, para evitar reproduzir eventuais divergências entre as reportagens.

Rádio Caparaó 107,5 FM com informações da afiliada Itatiaia




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