Rio de Janeiro registra 74 casos de Mpox em dois meses
O Rio de Janeiro registrou um aumento de sete vezes no número de casos de Mpox em apenas dois meses. Entre setembro e outubro, foram confirmados 74 casos da doença, segundo dados do Observatório Epidemiológico do município. Ao longo de todo o ano, o total chegou a 167 registros.
Só em setembro foram contabilizados 45 casos, o maior número dos últimos três anos.
A transmissão da Mpox acontece principalmente pelo contato direto com lesões na pele de pessoas infectadas, secreções corporais, como sangue e pus, além de objetos contaminados, entre eles roupas, toalhas e lençóis.
Vacinação
Apesar de existir vacina contra a doença, a imunização não faz parte da vacinação de rotina do Programa Nacional de Imunizações. As doses são recomendadas para públicos específicos, como profissionais de laboratório que trabalham com o vírus, pessoas vivendo com HIV e com imunossupressão, além de pessoas que tiveram contato direto de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados.
Sintomas e tratamento
De acordo com o Ministério da Saúde, o período de incubação do vírus varia de três a 16 dias. Entre os principais sintomas estão lesões ou erupções na pele, ínguas, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza.
A orientação é procurar atendimento médico ao apresentar lesões na pele associadas à febre ou ao inchaço dos gânglios, ou após contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação da doença.
A maioria dos pacientes apresenta melhora entre duas e quatro semanas. Não existe medicamento específico contra a Mpox, e o tratamento é voltado principalmente para aliviar os sintomas.
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