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Edson, da dupla com Hudson, é cobrado na Justiça por dívida milionária

Edson, da dupla com Hudson, é cobrado na Justiça por dívida milionária

Processo movido pelo Banco Bradesco começou em 2011, quando a cobrança era de R$ 229 mil. Justiça autorizou rastreamento de bens, bloqueio de contas e investigação de valores recebidos por direitos autorais do cantor.

O cantor sertanejo Edson, que forma dupla com Hudson, passou a enfrentar novas medidas judiciais em uma ação de cobrança movida pelo Banco Bradesco. A dívida, que inicialmente era de R$ 229 mil, alcançou aproximadamente R$ 1,6 milhão após a aplicação de correções monetárias ao longo dos anos.

A decisão mais recente foi tomada pela Justiça de São Paulo e autorizou uma série de medidas para localizar patrimônio e identificar recursos financeiros que possam ser utilizados para quitar o débito.

O processo teve início em 2011, mas voltou a avançar após um pedido da instituição financeira para dar continuidade à execução da dívida.

1. Processo tramita desde 2011

A ação judicial começou há aproximadamente 15 anos, com uma cobrança inicial de R$ 229 mil.

Com o passar do tempo, a atualização monetária fez com que o valor aumentasse significativamente, chegando à quantia de R$ 1,6 milhão.

Em decisão proferida no dia 3 de novembro de 2026, o juiz Gabriel Baldi de Carvalho autorizou o desarquivamento do processo e o prosseguimento das medidas de execução.

A determinação permite que a Justiça avance na busca por recursos e bens que possam garantir o pagamento do valor cobrado pelo Bradesco.

2. Justiça autoriza investigação dos direitos autorais

Entre as principais medidas autorizadas está o levantamento dos valores que Edson recebe por meio da exploração de suas músicas.

O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD) foi intimado a informar, no prazo de 15 dias, a qual associação o cantor está vinculado e apresentar detalhes dos repasses de direitos autorais referentes aos últimos 24 meses.

A intenção é identificar possíveis créditos financeiros que possam ser utilizados para o pagamento da dívida.

Segundo o entendimento apresentado na decisão judicial, os valores recebidos por direitos autorais possuem natureza patrimonial e podem, dentro das regras legais, ser submetidos à penhora.

3. Contas bancárias poderão ser bloqueadas

Outra medida autorizada pela Justiça prevê a realização de buscas e o bloqueio automático de valores encontrados nas contas bancárias do artista.

O procedimento poderá ocorrer durante um período contínuo de 30 dias.

Além disso, foram autorizadas consultas para identificar:

  • Veículos registrados em nome dos executados;
  • Imóveis e outros bens patrimoniais;
  • Declarações recentes de Imposto de Renda;
  • Movimentações financeiras;
  • Eventuais conexões e relações financeiras que possam contribuir para localizar patrimônio.

As medidas buscam identificar recursos disponíveis para garantir a satisfação da cobrança judicial.

4. Bradesco pediu apreensão do passaporte

Durante o andamento da ação, o Banco Bradesco também solicitou à Justiça o recolhimento do passaporte de Edson.

A instituição financeira argumentou que o cantor mantém uma agenda ativa de apresentações e possui histórico de viagens internacionais.

Na avaliação apresentada pelo banco, essas circunstâncias justificariam a adoção de medidas adicionais para investigar possíveis movimentações financeiras fora do sistema bancário tradicional.

Entretanto, o pedido não foi aceito pela Justiça.

O entendimento foi de que a defesa do artista precisa ter a oportunidade de se manifestar antes que uma medida dessa natureza seja determinada.

Dessa forma, o passaporte não teve apreensão autorizada nessa decisão.

5. Cantor tem prazo para pagar ou indicar bens

Com o avanço da execução judicial, Edson foi intimado a pagar o débito ou apresentar bens que possam ser indicados à penhora.

O prazo estabelecido é de 15 dias.

A partir dessa determinação, o processo poderá avançar conforme as manifestações das partes e os resultados das buscas patrimoniais autorizadas pelo magistrado.

Caso sejam identificados bens ou valores passíveis de penhora, eles poderão ser utilizados para garantir o pagamento da dívida, respeitando os procedimentos previstos na legislação.

6. Defesa do cantor ainda não se manifestou publicamente

De acordo com a reportagem do Metrópoles, o veículo procurou representantes da defesa de Edson e também o Banco Bradesco para obter esclarecimentos sobre o caso.

Até o fechamento da publicação original, não havia recebido respostas.

O espaço permaneceu aberto para manifestações das partes envolvidas.

7. Caso chama atenção pelo valor da cobrança

A situação chama atenção principalmente pela diferença entre o valor inicial da ação e o montante cobrado atualmente.

Uma dívida que começou em R$ 229 mil, em 2011, chegou a R$ 1,6 milhão após as atualizações monetárias.

Outro ponto de destaque é a possibilidade de utilização dos direitos autorais do artista como parte das medidas de localização de patrimônio e eventual satisfação do débito.

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