Prefeitura oferece serviços de assistência social, psicólogo, banco de empregos e cadastro em programas sociais; atendimento é sob procura
Em meio a caça aos imigrantes ilegais, promovida pelo governo Trump nos Estados Unidos, a cidade de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, criou uma estrutura pública para acolher quem for deportado.
O Serviço de Apoio ao Valadarense em Situação de Deportação dos EUA funciona desde fevereiro oferecendo serviços de assistência social, psicólogo, banco de empregos e cadastro em programas sociais, como o CadÚnico.
Para o prefeito Coronel Sandro (PL), a cidade já deveria ter criado um serviço de acolhimento a quem regressa (voluntária ou obrigatoriamentenas gestões passadas. Especialmente, porque Governador Valadares é conhecida pelo alto número de pessoas que migram para os Estados Unidos.
Expectativa é de mais deportados em 2025
O serviço foi criado em caráter de urgência, principalmente após o presidente Donald Trump assinar decretos que ampliavam a prisão e deportação de imigrantes ilegais. Durante seus discursos, Trump afirmou que iria priorizar a deportação de criminosos. No entanto, esse aumento, especialmente de condenados, não foi percebido em Governador Valadares.
Sem detalhar números, Coronel Sandro afirma que a procura ainda não é muito grande. Mas ele acredita que o serviço deve ser mais requisitado assim que for mais divulgado e haja novos deportados.
“A maioria daqueles que vão para os Estados Unidos não são pessoas desamparadas aqui. Eles têm família e uma rede de apoio aqui, que os acolhem. As pessoas que precisam do atendimento acabam sendo aquelas que ficaram muitos anos lá e perderam os vínculos aqui. Acreditamos que a demanda possa estar reprimida também porque o serviço não existia. Agora que existe, a procura deve aumentar. A gente acredita que com a divulgação e os voos, aos poucos, mais gente vai procurar”, disse.
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