BELO HORIZONTE — A investigação sobre a queda de um avião de pequeno porte no bairro Silveira, na Região Nordeste da capital mineira, segue em andamento e reúne novos detalhes sobre a dinâmica do acidente, que aconteceu na última segunda-feira (4), por volta de 12h13, poucos minutos após a decolagem no Aeroporto da Pampulha.
Imagens de câmeras de segurança mostram a aeronave voando em baixa altitude sobre a área urbana e passando muito próxima de prédios antes de colidir com um edifício de três andares. O vídeo reforça relatos de testemunhas que disseram ter visto o avião “desviando dos prédios”, em uma tentativa aparente de evitar áreas mais densas da cidade.
Segundo informações apuradas, o voo perdeu sustentação ainda na fase inicial da subida, cerca de seis minutos após a decolagem. O piloto teria relatado dificuldades para ganhar altitude, e a aeronave entrou em trajetória instável até o impacto. O avião tinha como destino o Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, após sair de Belo Horizonte.
No impacto, o prédio residencial sofreu danos estruturais e precisou ser interditado pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil, que realizam avaliações técnicas para verificar riscos na estrutura. Moradores foram retirados às pressas e relataram momentos de pânico, com forte cheiro de combustível e explosão no momento da colisão.
Uma moradora contou que chegou a ver a aeronave muito próxima da janela antes da batida e foi resgatada em estado de choque. Apesar disso, não houve mortes entre os moradores do edifício.
Entre as vítimas da aeronave estão o piloto Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos, o empresário Fernando Moreira Souto, de 36 anos, e o empresário Leonardo Berganholi Martins, de 50 anos. Leonardo chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos no Hospital João XXIII. Outras duas pessoas seguem internadas em estado grave.
O acidente também causou forte comoção em Jequitinhonha, já que Fernando Moreira Souto era filho do prefeito da cidade.
O professor de Engenharia Aeroespacial da UFMG, Eduardo Bauzer, destacou que a região do acidente não oferece áreas de escape adequadas para emergências aeronáuticas, o que dificulta qualquer tentativa de pouso forçado logo após a decolagem.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) conduz a apuração oficial. A equipe já realizou a coleta inicial de destroços e analisa registros técnicos do voo, incluindo possíveis falhas mecânicas, operacionais ou fatores humanos. O objetivo é reconstruir com precisão a sequência dos eventos e identificar as causas da queda.
O caso segue mobilizando autoridades, moradores e familiares das vítimas enquanto a investigação avança.
Rádio Caparaó com informações da Itatiaia.
Vídeos youtube Itatiaia e CNN Brasil
