Luiza Trajano associa crise no varejo a juros altos e avanço das bets
Magazine Luiza registrou prejuízo de R$ 51,4 milhões no segundo trimestre deste ano
Florianópolis* — A empresária Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração da Magazine Luiza, elencou nesta quarta-feira (26/8) a taxa básica de juros e o avanço das apostas on-line como cruciais para explicar a crise no setor de varejo brasileiro.
"Tem alguns varejos que estão indo muito bem, já outros varejos que não, mas eu sempre vivi altos e baixos de varejo. Os juros atrapalham, as bets atrapalham. As bets que hoje estão indo para a classe mais simples", apontou Luiza, em conversa com jornalistas, no Startup Summit, evento organizado pelo Sebrae, na capital de Santa Catarina.
A fala da presidente do conselho da Magazine Luiza ocorre dias após a concorrente, Casas Bahia, ter anunciado pedido de recuperação judicial.
No âmbito da Magalu, a empresa registrou prejuízo de R$ 51,4 milhões no segundo trimestre deste ano. O cenário de mudanças no varejo, segundo Luiza Trajano, impulsionou a administração das lojas a investir em celeridade nas entregas do produto ao cliente.
"Hoje, as empresas estão tendo centro de distribuição muito mais perto do local de entrega do que antigamente, quando você tinha um centro só que abastecia várias lojas. Hoje, você está dividindo isso melhor, a Magazine está fazendo isso, os galpões já construímos há muito tempo e estamos alugando, já alugamos alguns (galpões)", comentou a empresária.
Inteligência artificial e negócios
No evento Startup Summit, Trajano participou de uma mesa que debateu o avanço da inteligência artificial nos negócios. Durante o painel, ela apresentou o caso da Lu do Magalu, um avatar criado por IA que representa as lojas Magazine Luiza.
Segundo a empresária, a Lu do Magalu se tornou a primeira experiência completa de e-commerce com IA do mundo a operar de forma ativa dentro do WhatsApp, sem a necessidade de o consumidor utilizar um aplicativo ou site da loja.
*O repórter viajou a convite do Sebrae / Correio Braziliense




Comentários