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Do ‘Cleitinho Elétrico’ ao governo de Minas: governador eleito tem álbum no spotify com 15 músicas e até versão de Shakira

Do ‘Cleitinho Elétrico’ ao governo de Minas: governador eleito tem álbum no spotify com 15 músicas e até versão de Shakira

Antes da carreira política, Cleitinho Azevedo se apresentava como cantor de brega, arrocha e pagode em Minas Gerais. Ele chegou a integrar grupo musical, fazer shows pelo Centro-Oeste mineiro e lançou músicas próprias e versões de sucessos conhecidos

Antes de ocupar uma cadeira no Senado e conquistar, nas urnas, o cargo de governador de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) teve uma trajetória bem diferente da política. O mineiro de Divinópolis já foi cantor, se apresentava como “Cleitinho Elétrico” e chegou a lançar um álbum com 15 músicas.

Entre as gravações estão títulos curiosos, como “Bombril”, “Ouvindo Mamonas”, “Opala do Cleitinho”, “Kachorrão”, “Ratchatcha”, “Pentelho” e “Vai Te Catar”.

O passado artístico do governador eleito voltou a chamar atenção após reportagens do g1 e da Itatiaia recuperarem registros da carreira musical que continuam disponíveis na internet.

Segundo o g1, o álbum “As Melhores do Cleitinho” reúne 15 faixas e tem pouco mais de 40 minutos de duração. Cleitinho aparece não apenas como intérprete, mas também nos créditos como autor e letrista da maioria das músicas.

 

Dos palcos de Divinópolis ao nome “Cleitinho Elétrico”

Natural de Divinópolis, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, Cleitinho começou a ganhar espaço como músico enquanto também trabalhava no sacolão da família.

Na época, ele se apresentava em bares, clubes e eventos da região. O político também integrou o grupo Brotos do Samba e fazia apresentações solo.

Foi nesse período que adotou o nome artístico de “Cleitinho Elétrico”.

De acordo com a Itatiaia, a carreira musical teve seu principal momento de destaque entre 2011 e 2012. As apresentações aconteciam principalmente no Centro-Oeste mineiro, mas Cleitinho também chegou a fazer shows em outras partes do estado.

Registros dessa fase ainda podem ser encontrados nas plataformas digitais.

 

Álbum tem 15 músicas

No Spotify, o perfil Cleitinho Oficial reúne o álbum “As Melhores do Cleitinho”, com 15 faixas.

O repertório é marcado por músicas de nomes irreverentes e pelo estilo popular que fazia parte das apresentações do cantor.

 

As faixas são:

  • “Bombril”
  • “Cachacencia/Espelho Meu”
  • “Ouvindo Mamonas”
  • “Opala do Cleitinho”
  • “Vem Meu Nenem”
  • “No Fluxo Eu Tô Suave”
  • “Alma Gêmea”
  • “Timidez”
  • “Xenhenhem”
  • “Kachorrão”
  • “Ratchatcha”
  • “Pentelho”
  • “Thururu”
  • “Vai Te Catar”
  • “Agarradinho”


“Opala do Cleitinho” é uma das músicas que mais chama atenção

Entre as faixas, “Opala do Cleitinho” se destaca.

Além de estar no álbum disponível no Spotify, a música aparece em um perfil chamado “Cleitinho Elétrico” no SoundCloud.

Segundo o levantamento publicado pelo g1, esse perfil reúne 12 faixas e pouco mais de 34 minutos de conteúdo. Na consulta realizada pela reportagem, “Opala do Cleitinho” tinha aproximadamente 2,6 mil reproduções, o maior número entre as músicas apresentadas naquele perfil.

O Spotify, por sua vez, não disponibiliza na página do álbum a quantidade individual de reproduções de cada faixa.

 

Cleitinho também transformou Shakira em arrocha

Uma das histórias mais curiosas da fase musical de Cleitinho envolve um dos maiores sucessos internacionais dos anos 2000.

O então cantor gravou uma versão de “Hips Don't Lie”, de Shakira e Wyclef Jean.

A adaptação recebeu o nome de “Ela Quer Dançar” e ganhou uma versão voltada ao estilo musical de Cleitinho.

A própria Itatiaia recuperou a gravação e destacou a transformação do hit internacional em uma música de pegada popular e dançante.

A versão ainda pode ser encontrada na internet.

 

Regravação de Naldo também faz parte do repertório

Shakira não foi a única artista conhecida a ganhar uma versão de Cleitinho.

Ele também regravou “Amor de Chocolate”, sucesso do cantor Naldo.

Ao mesmo tempo, o repertório do então “Cleitinho Elétrico” contava com músicas próprias, entre elas “Opala do Cleitinho”, “Timidez”, “Agarradinho”, “Vai te Catar” e “Desembolada”.

 

“Agarradinho” e o estilo irreverente

Outra música que chama atenção é “Agarradinho”.

A faixa traz uma proposta de dança e utiliza o próprio nome artístico de Cleitinho na letra. O g1 recuperou um trecho da gravação, que mostra o estilo descontraído adotado pelo cantor naquela época.

A música ajuda a retratar uma fase completamente diferente da atual vida pública de Cleitinho.

Naquele período, ele estava longe dos discursos no Congresso Nacional, das campanhas eleitorais e dos debates sobre o governo de Minas.

 

As músicas continuam disponíveis na internet

Apesar de a carreira musical ter ficado para trás, parte das gravações permanece disponível nas plataformas digitais.

Além do Spotify, há registros no SoundCloud e vídeos e participações antigas em emissoras de televisão locais que continuam circulando nas redes sociais.

O perfil “Cleitinho Elétrico” no SoundCloud, por exemplo, reúne 12 faixas e aparece como atualizado há cerca de 12 anos.

 

A música ajudou a construir a popularidade de Cleitinho

A passagem pela música também se conecta ao início da trajetória política.

Antes de entrar definitivamente para a vida pública, Cleitinho passou a produzir vídeos para as redes sociais. A exposição ajudou a torná-lo conhecido em Divinópolis.

Com o tempo, os conteúdos passaram a abordar questões do cotidiano e problemas políticos e administrativos.

Essa mudança ajudou a transformar o personagem conhecido como “Cleitinho Elétrico” em uma figura pública com forte presença nas redes sociais.

O caminho até a política foi rápido.

Cleitinho foi eleito vereador de Divinópolis em 2016, depois chegou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais e, em 2022, conquistou uma cadeira no Senado Federal.

Agora, a trajetória chegou ao Palácio Tiradentes.

 

Do vereador ao governador eleito

A carreira política de Cleitinho avançou em poucos anos.

Em 2016, ele foi eleito vereador de Divinópolis. Em 2018, conquistou uma vaga como deputado estadual de Minas Gerais. Em 2022, foi eleito senador pelo estado.

Em 4 de outubro de 2026, Cleitinho foi eleito governador de Minas Gerais ainda no primeiro turno.

Segundo a Itatiaia, ele recebeu 55,40% dos votos válidos.

O segundo colocado foi Patrus Ananias (PT), deputado federal e ex-prefeito de Belo Horizonte, que terminou a disputa com 26,34% dos votos válidos.

Cleitinho assumirá o governo estadual em 1º de janeiro de 2027, para um mandato de quatro anos.

 

Uma nova fase começa em janeiro

A partir de janeiro, a rotina de Cleitinho será bem diferente daquela dos tempos de cantor.

O governador eleito terá sob sua responsabilidade a administração de Minas Gerais e uma estrutura pública que envolve milhares de servidores, serviços estaduais e desafios nas áreas de saúde, educação, segurança, infraestrutura e finanças.

Entre as promessas apresentadas para o início do governo está a redução da alíquota do IPVA de 4% para 3%, conforme informou a Itatiaia.

Ao mesmo tempo, Cleitinho afirmou que pretende manter vínculos com sua cidade natal.

 

Da vida simples ao Palácio

A história pessoal também chama atenção pelo contraste.

Antes de ser político, Cleitinho trabalhava no sacolão da família, fazia shows e tentava construir uma carreira artística.

Depois, ganhou espaço nas redes sociais, entrou para a política municipal e, em uma década, chegou aos cargos de deputado estadual, senador e governador eleito.

Agora, o homem que já subiu aos palcos como “Cleitinho Elétrico”, gravou “Bombril” e “Opala do Cleitinho” e transformou uma música de Shakira em arrocha se prepara para comandar Minas Gerais.

A trajetória, que começou nos palcos e nas ruas de Divinópolis, chega agora ao mais alto cargo do Executivo mineiro.

De “Bombril” a “Opala do Cleitinho”; de cantor de brega e arrocha a governador eleito. Uma história que mistura música, redes sociais e política — e que ganhou um novo capítulo nas urnas em 2026.

 

Rádio Caparaó com informações da Itatiaia e G1

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