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Minas atinge 4,6 Gigawatts de geração solar própria e supera R$ 22,6 bilhões em aportes

Publicada em: 03/04/2025 05:55 - Notícias

Estado acumula mais de 898 mil consumidores atendidos por fonte solar  

 

Minas Gerais ocupa a 2ª posição nacional quando o assunto é potência instalada de energia solar em telhados e pequenos terrenos. O Estado supera a marca de 4,6 gigawatts (GWem operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos. Desde 2012, a geração própria de energia solar já proporcionou a Minas a atração de R$ 22,6 bilhões em investimentos, além de gerar mais de 138 mil empregos e a arrecadar R$ 6,8 bilhões aos cofres públicos, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

O território mineiro possui mais de 346 mil conexões operacionais espalhadas por 853 cidades, ou 100% dos municípios do Estado. Atualmente, mais de 898 mil consumidores de energia elétrica já contam com redução na conta de luz, maior autonomia e confiabilidade elétrica.

Segundo o coordenador estadual da Absolar em Minas Gerais, Bruno Catta Preta, o Estado é um dos líderes, com folga, na produção de energia solar fotovoltaica no Brasil. “Se somarmos a energia solar centralizada, que são aquelas grandes usinas, e a energia solar distribuída, que são os pequenos sistemas junto à carga nos telhados das residências mineiras, temos mais de 11,5 GW de capacidade instalada no Estado. Como comparação, a maior hidrelétrica do Brasil, que é a de Itaipu, produz 14 GW”, reforça.

Programas e políticas públicas podem aumentar a sustentabilidade da energia solar em Minas

Para ampliar a sustentabilidade em Minas, a Absolar vem recomendando a criação e ampliação de programas, políticas e mais incentivos locais para o avanço da energia solar, incluindo, por exemplo, a inclusão da tecnologia fotovoltaica em prédios públicos em geral, nas casas populares e nos programas de universalização de acesso à eletricidade.

Entretanto, Catta Preta aponta o principal entrave para o crescimento da energia solar no Estado: a rede de transmissão sobrecarregada. “A rede precisa de ser ampliada e Companhia Energética de Minas Gerais (Cemigsabe disso. Inclusive, diz que está fazendo um plano de expansão das subestações e de novas linhas de transmissão, mas ainda não está atendendo a demanda dos usuários de energia solar em Minas Gerais e isso impacta no crescimento da energia solar no Estado. Minas já foi líder da geração distribuída por muito tempo e perdeu o primeiro lugar para o estado de São Paulo”, salienta.

Uma medida crucial, na avaliação da entidade, é a aprovação do Projeto de Lei nº 624/2023, que institui o Programa Renda Básica Energética (REBE). Segundo o presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, atualmente em tramitação nas comissões do Senado Federal, o PL é fundamental para a geração distribuída de energia solar, pois resolve, estruturalmente, o problema das negativas de conexão feitas pelas distribuidoras sob alegação de inversão de fluxo de potência.

“Essas negativas estão impedindo milhares de consumidores brasileiros, entre residências, pequenos negócios, produtores rurais e gestores públicos, de exercer o seu direito de gerar a própria energia limpa e renovável, reduzindo, assim, a conta de luz”, destaca Sauaia.

Segundo Catta Preta, o PL atualiza o marco legal da geração própria renovável e, com isso, as distribuidoras ficarão proibidas de impedir os consumidores de conectar sua microgeração distribuída.“Se for necessário algum reforço na infraestrutura elétrica para receber esta microgeração, a distribuidora ficará responsável por fazer este investimento diretamente, em vez de repassar estes custos ao consumidor”, acrescenta.

 

Diario do comercio

 

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