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Ministro do governo Lula diz a ‘polícia prende mal’ e Zema critica a fala de Lewandowski

Publicada em: 21/03/2025 06:11 - Notícias

As declarações do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, foram mal recebidas pelas forças de segurança

 

governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou a fala do ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Lula (PT). Ricardo Lewandowski afirmou que a “polícia prende mal e o Judiciário é obrigado a soltar” os presos.

As declarações de Lewandowski tiveram repercussão negativa entre as forças de segurança e provocaram reação do governador mineiro. “Discordo do ministro Lewandowski. A polícia prende, a justiça solta. Em vez de proteger pessoas de bem, concede regalias a criminosos. Minas tem uma das melhores polícias do país, mas é revoltante ver reincidentes nas ruas por saidinhas e benefícios inaceitáveis. Enxugamos gelo”, disparou Zema nas redes sociais.

 

Durante a participação na abertura da reunião do Conselho Deliberativo da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em Brasília, Lewandowski fez uma análise que foi mal recebida por policiais em diferentes pontos do país, inclusive Minas Gerais.

“É um jargão adotado pela população, que a polícia prende e o Judiciário solta. Eu vou dizer o seguinte: a polícia prende mal e o Judiciário é obrigado a soltar”, declarou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para tentar conter um eventual ambiente de crise com as forças de segurança, o Ministério da Justiça e Segurança Pública se manifestou após a declaração do ministro.

Em nota, a pasta informou que “a manifestação ocorreu em um contexto da falta de integração das informações das polícias e as audiências de custódia”.

Nesse cenário, ele falou que, hoje, há uma dificuldade de troca de informações entre as forças de segurança do país e o Poder Judiciário, o que se pretende solucionar a partir da PEC da Segurança Pública — cujo um dos objetivos é o de padronizar e uniformizar os dados produzidos pelas autoridades policiais em todo o Brasil, qualificando as ações de segurança pública”.
Na resposta do ministro, foi citado que, em muitos casos, o detido é apresentado ao juiz na audiência de custódia, mas, por falta de padronização e de compartilhamento no registro de informações, o magistrado não tem acesso a dados importantes, como, por exemplo, os antecedentes do suspeito [...] Vale destacar que o ministro iniciou sua manifestação sobre o assunto exaltando a necessidade de valorizar as polícias, inclusive com melhores salários, e de equipar melhor as forças policiais para, entre outros pontos, qualificar todo o processo probatório e robustecer os processos judiciais”.
— finalizou o comunicado divulgado pela pasta federal.

No Congresso Nacional, deputados da bancada da bala — com origem na polícia ou defensores de pautas da segurança pública — criticaram as falas do ministro e cogitam convocar Lewandowski para dar esclarecimentos.

 

Itatiaia

 
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